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Um panorama sociolinguístico do português popular do Estado da Bahia

 

O objetivo geral do Projeto Vertentes é traçar um panorama sociolinguístico do português popular do Estado da Bahia. Esse panorama tem como pontos extremos as comunidades rurais afro-brasileiras isoladas, de um lado, e a cidade de Salvador, capital do Estado, de outro. As comunidades rurais afro-brasileiras constituem o plano mais marginal, cujo isolamento permite ainda identificar os efeitos mais profundos do contato entre línguas na formação do português brasileiro. No extremo oposto, está a capital do estado, pólo irradiador que, através da difusão linguística, estaria determinando as tendências atuais de variação e mudança no estado. De um lado se revela o passado, de outro se vislumbra o futuro.

Entre as comunidades rurais afro-brasileiras isoladas, objeto de estudo da 1ª Etapa, e o português popular da cidade de Salvador, foco da 3ª Etapa, o Projeto Vertentes focalizou, em sua 2ª Etapa, o português popular do interior do Estado da Bahia. As análises desses três universos, em seu conjunto, formam um grande panorama que recobre as Vertentes do Português Popular do Estado da Bahia, definindo-se um continuum que reflete o processo de difusão dos padrões linguísticos na sociedade brasileira, a partir da segunda metade do século XX.

A urbanização vertiginosa e o crescimento desmesurado das grandes cidades criam centros de irradiação linguística que atingem todas as regiões do país. O grande veículo desse processo de difusão são, sem dúvida, os meios de comunicação de massa, mas não se pode desconsiderar o deslocamento populacional, com o contingente de pessoas do interior que vão buscar trabalho nas grandes cidades e retornam ao seu local de origem ou que mantêm vínculos familiares ali. Por outro lado, o êxodo rural iniciado em meados do século XX, e que levou à concentração de oitenta por cento da população do país nos centros urbanos, transformou a variação diatópica do eixo rural-urbano (reflexo da estrutura da sociedade brasileira até o início do século XX) em variação diastrática; ou melhor, circunscrevendo a variação diatópica ao perímetro das grandes cidades, na oposição entre os bairros centrais e bairros da periferia, termo que ganhou atualmente a conotação sociológica de área carente e marginalizada.

Todo esse universo deve ser interpretado com base na polarização da realidade sociolinguística brasileira, em que se opõem uma norma culta, que se depreende dos padrões de comportamento linguístico dos segmentos com elevada escolaridade e que têm pleno acesso aos direitos da cidadania, por um lado, e a fala da grande maioria da população, marginalizada e sem acesso à escolarização e aos direitos sociais, base da norma popular. O Projeto Vertentes focaliza esta última. Desse modo, vem singrar por mares pouco navegados já que a grande maioria das análises acerca do português brasileiro (PB), concentra-se sobre a fala dos segmentos escolarizados dos grandes centros urbanos, a chamada norma urbana culta. Ao descrever e analisar a realidade linguística da grande maioria da população brasileira, carente de serviços básicos, o Projeto pode fornecer valiosos subsídios para políticas públicas para o ensino da língua portuguesa, além de contribuir para o conhecimento de áreas marginalizadas da realidade linguística e cultural do país.

O Projeto adota o enquadramento teórico-metodológico da Sociolinguística Variacionista com aportes da Teoria da Gerativa Gramática para realizar análises dos tópicos mais significativos da morfossintaxe do português popular brasileiro, através das quais busca diagnosticar os processos de variação estável e mudança em progresso que definem as tendências atuais da língua no Brasil, por um lado, e identificar os reflexos do contato entre línguas presente na formação histórica das variedades linguísticas analisadas, por outro.

 
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